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Levantamento aponta lavouras sem pragas, mas com severos danos por estiagem

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Monitoramento foi realizado nos municípios de Boa Vista do Cadeado, Cruz Alta, Vista Gaúcha, Ijuí e Três Passos
Monitoramento foi realizado nos municípios de Boa Vista do Cadeado, Cruz Alta, Vista Gaúcha, Ijuí e Três Passos - Foto: Márcio Albuquerque/Seapdr

Fiscais estaduais da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), em monitoramento da presença de pragas, nesta semana, na região de Ijuí, constataram que lavouras de soja e milho não apresentam sintomas característicos de pragas como Ferrugem Asiática da Soja, Cigarrinha do milho e presença de plantas daninhas como Amaranthus palmeri (Caruru gigante), Phalaris paradoxa e Circium arvense. No entanto, os engenheiros agrônomos constataram que todas as lavouras possuem sintomas de deficiência hídrica, por conta da estiagem que atinge o Rio Grande do Sul.

Os levantamentos fitossanitários feitos pelos fiscais estaduais são de rotina. O diretor do Departamento de Defesa Vegetal, Ricardo Felicetti, explica que o monitoramento de pragas destina-se à detecção precoce de possíveis infestações para medidas de controle da disseminação, o que evita danos ainda maiores às lavouras e em locais não infestados.

Lavoura em pousio em função da ausência de umidade no solo para realizar o cultivo de soja
Lavoura em pousio, em Boa Vista do Cadeado, em função da ausência de umidade no solo para realização do cultivo de soja - Foto: Márcio Albuquerque/Seapdr

Durante o levantamento, feito nos municípios de Boa Vista do Cadeado, Cruz Alta, Vista Gaúcha, Ijuí e Três Passos, foi verificado que os cultivos estão com severos danos por estiagem como queda das folhas inferiores e morte de plantas, sendo que muitas lavouras estão com dificuldade de emergir ou em condições inviáveis de cultivo, fazendo com que os produtores reduzam o investimento em manejo de pragas e doenças. Algumas áreas ainda estão em pousio, em função da falta de umidade no solo para semeadura da soja, principalmente.

Constatou-se ainda que a Ferrugem Asiática da Soja, comum em anos chuvosos, não tem encontrado condições ambientais para se instalar nas lavouras nessa safra. Os agrônomos também observaram que, na situação atual do Rio Grande do Sul, há lavouras de soja que apresentam perdas acima de 80%, com municípios decretando o término precoce da safra de soja e milho pela baixa expectativa de produção.

Felicetti lembra que o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, por meio da Portaria 394, de 2021, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), estabelece medidas complementares para controle do agente causador da doença, tais como o calendário de semeadura a fim de reduzir o período de hospedeiros do fungo (plantas de soja) a campo e diminuir o potencial de aquisição de resistência do fungo aos fungicidas utilizados. Conforme a portaria, o calendário de semeadura da soja ficou definido, na safra 2021/2022, do período de 13 de setembro de 2021 a 31 de janeiro de 2022 para o Rio Grande do Sul, sendo vedado plantio de soja fora desse prazo.

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