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Feira Ecológica do Menino Deus completa 28 anos

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O horário de funcionamento nas quartas é das 11h30 às 17h, e, nos sábados, das 7h às 12h30. Foto: Fernando Dias/Seapdr
Por Darlene Silveira

“É dia de feira, ...
quem quiser pode chegar...”.
O Rappa

Quem mora no bairro Menino Deus e é adepto de uma alimentação saudável provavelmente tem um compromisso às quartas-feiras e aos sábados: ir à Feira Ecológica do Menino Deus. Localizada no pátio da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), na Avenida Getúlio Vargas, 1384, ela está completando 28 anos nesta quinta-feira (23/6). Nas quartas, o horário de funcionamento é das 11h30 às 17h, e, nos sábados, das 7h às 12h30. É coberta e possui estacionamento gratuito.

Recentemente o espaço foi ampliado. Agora são 800 metros quadrados, onde produtores da Serra, Litoral Norte, Vale dos Sinos, Vale do Caí e Região Metropolitana comercializam verduras, legumes e frutas da estação, produzidos organicamente; mel; leite e iogurte; ovos; cogumelos; sucos orgânicos; massas; biscoitos; pães caseiros e lanches naturais; arroz; feijão; fava; jabuticaba; caldo de cana; suco de tangerina e laranja; polpa de açaí juçara.

Anselmo Costa ajuda os produtores na comercialização
Anselmo Costa ajuda os produtores na comercialização. Foto: Fernando Dias/Seapdr

Segundo Anselmo Kanaan Costa, que trabalha com processos organizativos junto com os agricultores, são 25 expositores fixos na quarta-feira e 28 no sábado, fora os safristas, que participam eventualmente, conforme a época de seus produtos. “Essas feiras orgânicas são espaços para a comercialização direta dos produtos da agricultura familiar”, explica. “São uma alternativa de comercialização economicamente rentável para as associações, cooperativas, grupos de agricultores, fortalecendo um círculo virtuoso entre consumidores e agricultores familiares”, complementa Costa.

Nei Dimer, agricultor de Morro Azul, município de Três Cachoeiras, expõe na Feira desde 2001. Vende bananas orgânicas, açafrão da terra, inhame e gengibre. É vinculado à Associação dos Colonos Ecologistas da Região de Torres (Acert). Participa nas quartas-feiras. “É um trabalho maravilhoso que a gente faz. Vem agricultor de todo o canto. É uma feira bem diversificada”, diz.

Nei Dimer (à direita) produz bananas em Três Cachoeiras
Nei Dimer (à direita) produz bananas em Três Cachoeiras. Foto: Fernando Dias/Seapdr

Conforme Dimer, os consumidores sempre falam sobre a importância do espaço. “Dizem que é um privilégio do bairro Menino Deus ter a Feira à disposição, com produtos orgânicos e de qualidade, além de ser coberta e ter estacionamento gratuito. Ela se viabilizou com a participação dos consumidores. E é uma alegria e uma sintonia muito grande entre produtores e consumidores”.

Olair dos Santos produz hortifrutigrangeiros em Nova Santa Rita
Olair dos Santos produz hortifrutigrangeiros em Nova Santa Rita. Foto: Fernando Dias/Seapdr

O produtor de hortifrutigranjeiros de Nova Santa Rita, Olair dos Santos, participa da feira há mais de 25 anos. “É daqui e de outras feiras que tiro o sustento da minha família”, comenta com orgulho. “Aqui é tudo orgânico, temos preocupação com o meio ambiente e com uma alimentação saudável”, garante.

A bioquímica Vera Costa compra na feira há mais de 10 anos
A bioquímica Vera Costa compra na feira há mais de 10 anos. Foto: Fernando Dias/Seapdr

Uma das compradoras assíduas é a bioquímica Vera Costa, de 68 anos. “Venho aqui há mais de 10 anos. Acho muito importante essa feira, porque alimento orgânico é remédio. Temos que procurar, cada vez mais, produtos sem agrotóxicos”, acredita.

A história

Ano: 1978. Um grupo de pessoas associadas à Grande Fraternidade Universal, praticantes do naturismo e da ioga, fundam a Cooperativa Ecológica Coolméia. Em 1989, os cooperativados organizam a Feira de Agricultores Ecologistas. Em 1994, surge a Feira da Cultura Ecológica, aos sábados; e, em 1999, a Feira da Biodiversidade, às quartas-feiras.  Hoje, as duas formam a Feira Ecológica do Menino Deus. Em 2001, é construída uma cobertura multiuso em substituição às lonas que protegiam o espaço.

Conforme os organizadores, a Feira nasceu em um tempo onde poucos acreditavam ser possível cultivar sem o uso de agrotóxicos, afirmação que caiu por terra nos dias atuais e vem ganhando cada vez mais adeptos. Atualmente, as duas edições envolvem mais de 500 famílias na produção, somando 63 bancas e atendendo diretamente a cerca de oito mil consumidores por semana, fortalecendo a agricultura familiar ecológica e a aproximação do campo com a cidade.

Uma das promotoras da Feira é a Associação dos Agricultores Ecologistas Solidários do RS (Associação Agroecológica) - uma organização da sociedade civil formada por famílias, grupos e cooperativas de agricultores ecológicos. Fundada em 2006, deu sequência ao trabalho da Coolméia.

 

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