Programa Monitora Ferrugem conta com novos coletores para a safra 2026/2027
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A safra 2026/2027 marca uma nova etapa de inovação no Programa Monitora Ferrugem RS, coordenado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e pela Emater/RS-Ascar. Entre as iniciativas estão a utilização de novos coletores, a adoção de uma nova identidade visual e o desenvolvimento de uma nova página para divulgação dos resultados. Também está sendo incorporada inteligência artificial como ferramenta de apoio à identificação de esporos, com a finalidade de auxiliar o processo de análise. Outra ação em desenvolvimento, e que se espera estar disponível nesta safra, é a divulgação dos resultados diretamente aos produtores e demais públicos assistidos, por meio de mensagens enviadas a seus telefones celulares.
O coordenador da área de Culturas e Defesa Sanitária Vegetal na Emater/RS-Ascar, Elder Dal Prá, explica que o sistema permite acompanhar a ocorrência de esporos do fungo e disponibiliza informações que auxiliam produtores e profissionais da assistência técnica na definição de estratégias de manejo, especialmente na avaliação do momento adequado para a adoção de medidas de controle.
Andreia Mara Rotta de Oliveira, pesquisadora do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Seapi, lembra também que o Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), vinculado à Secretaria, disponibiliza diariamente informações meteorológicas do estado, integradas ao site do Programa para a geração de prognósticos de favorabilidade à ocorrência da ferrugem asiática da soja.
Dos 100 coletores instalados no Rio Grande do Sul, 11 estão na região administrativa de Santa Rosa, distribuídos pelos municípios de São Paulo das Missões, Garruchos, Bossoroca, São Luiz Gonzaga, Santo Ângelo, Giruá, Santa Rosa, Três de Maio, Novo Machado, Santo Antônio das Missões e São Miguel das Missões. A região deverá cultivar mais de 784,5 mil hectares de soja na safra 2026/2027.
Monitoramento semanal
O monitoramento segue um cronograma periódico. A instalação dos coletores e a colocação da primeira lâmina ocorreram em 5 de outubro. A partir de então, as lâminas serão substituídas semanalmente, sempre às segundas-feiras, e encaminhadas aos laboratórios parceiros para análise. As coletas estão previstas até 8 de março de 2027.
A pesquisadora do DDPA, Andreia xxx, destaca que a Secretaria integra a Coordenação do Programa, por meio dos Departamentos de Defesa Vegetal (DDV) e de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) e também participa da análise das lâminas. Na safra 2026/2027, servidores da Seapi são responsáveis pela análise das lâminas provenientes de coletores instalados em 26 municípios.
As análises das lâminas são realizadas por instituições parceiras do programa: Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA/Seapi), Emater/RS-Ascar, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) - Campus Vacaria, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) - Campus Santiago, Sociedade Educacional Três de Maio (Setrem) e Empresa Madalosso Pesquisas.
Após a análise das lâminas, os resultados do monitoramento são disponibilizados aos produtores e aos profissionais da assistência técnica. As informações podem ser consultadas na página do Programa Monitora Ferrugem RS, no site da Emater/RS-Ascar, e também por meio do aplicativo para smartphones.
Histórico
O Programa Monitora Ferrugem RS teve sua primeira fase na safra 2019/2020 e, desde então, a rede de monitoramento foi ampliada: de 24 municípios inicialmente monitorados passou a contar com 100 pontos de coleta distribuídos pelo Estado na safra 2026/2027.
O objetivo do Programa é identificar a presença de esporos de Phakopsora pachyrhizi, fungo causador da doença, uma das principais ameaças fitossanitárias à cultura da soja.