Importância da irrigação para a produção rural em debate na Expofeira Pelotas
O evento contou com a participação do subsecretário de Irrigação do RS
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O subsecretário de Irrigação da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, zootecnista Davi Teixeira, participou nesta quarta-feira (7/10) do 1º Fórum de Irrigação da Metade Sul do RS, em Pelotas. O evento aconteceu durante a 100ª Expofeira, que ocorre até 12 de outubro no Parque de Exposições Ildefonso Simões Lopes. O fórum reuniu especialistas para discutir a importância da irrigação para a produção rural, compartilhando experiências e perspectivas para o desenvolvimento da região.
Segundo Teixeira, que foi mediador do debate, o Rio Grande do Sul já projetou o investimento necessário para ampliar a área irrigada de sequeiro. “São necessários aproximadamente R$ 25 bilhões de investimento privado pelos produtores (recurso próprio ou financiado) e, com a atual política de incentivo (Irriga+ RS), o Estado precisaria de R$ 3,6 bilhões para subvenção de até 20%”, explicou.
De acordo com Teixeira, os estudos da Federação da Agricultura do RS (Farsul) comprovam que esse recurso pode vir da arrecadação adicional de ICMS do Estado, proporcionada pela própria irrigação em seu incremento de produtividade. “Agora estamos estruturando o mapeamento completo da infraestrutura hídrica disponível e o que precisamos fazer para expandir de forma planejada”.
Para o produtor rural Gabriel Fernandes, pós-graduado em Gestão e administrador da Estância Santa Maria, a pecuária é mais segura de ser conduzida (venda, tratos, clima), em relação à soja. “Acredito que o problema da pecuária intensiva é a alta demanda de capital de investimento. Então, a expansão é mais gradativa”, destacou.
“Mas é preciso potencializar os números por hectare e unidade animal, com maiores ganhos nos mais diversos níveis de produção, como peso ao desmame, recria e engorda aceleradas. As palavras-chave são planejamento e alto rendimento, e a irrigação é a segurança de tudo isso", pontuou Fernandes.
O engenheiro agrônomo Eduardo Burck, gestor da Estância Capororoca, disse que é preciso diminuir todos os entraves (barreiras), governamentais e ambientais possíveis com as entidades. “Irrigação é um caminho sem volta."
Já o presidente da Farsul, Domingos Velho, falou que é necessário trabalhar mais a imagem da classe, independente de cadeia produtiva e tamanho. “Devemos ser mais assertivos e combater as ideologias específicas que vão contra um segmento que busca cada vez mais a produção sustentável de alimentos para o Rio Grande do Sul, para o Brasil e, principalmente, para o mundo."