Câmara Setorial do Tabaco debate resultados da safra e perspectivas para o setor
Reunião promovida pela setorial abordou os números da produção gaúcha, o desempenho das exportações e as expectativas da área
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A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) realizou, nesta quarta-feira (28/10), reunião on-line da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco. A pauta incluiu os resultados da safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, o desempenho das exportações brasileiras entre janeiro e setembro de 2026 e as perspectivas para o próximo ciclo produtivo, além das negociações de preços pagos aos produtores.
Durante o encontro, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) apresentou dados das exportações do setor, com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). De janeiro a setembro de 2026, o Brasil exportou 310,2 mil toneladas de tabaco, movimentando aproximadamente US$ 1,87 bilhão. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve redução de 17,69% no volume exportado e de 20,50% no valor comercializado.
Em 2025, as exportações brasileiras de tabaco somaram 561,05 mil toneladas e US$ 3,389 bilhões, resultado recorde em valor. Entre os principais destinos do produto estiveram Bélgica, China, Indonésia, Estados Unidos, Vietnã, Emirados Árabes Unidos e Turquia.
Produção
A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) apresentou informações sobre a produção e os preços do tabaco, comparando a safra anterior com a atual. A entidade também abordou os efeitos das condições climáticas sobre as lavouras, especialmente os prejuízos causados pelo granizo no ciclo passado.
Coordenador da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, Romeu Schneider destacou a importância da atividade para a agricultura familiar na Região Sul. Segundo ele, o setor reúne cerca de 130 mil produtores nos três estados do Sul, dos quais aproximadamente 70 mil estão no Rio Grande do Sul.
“Na safra passada, tivemos um número maior de indenizações a produtores em razão dos prejuízos provocados pelo granizo. Agora, acompanhamos as condições climáticas e os possíveis impactos sobre a safra 2026/2027, além das perspectivas de produção”, observou Schneider.
As discussões também contemplaram as indenizações por perdas nas lavouras e o acompanhamento do desenvolvimento da safra 2026/2027, considerando os fatores climáticos que podem influenciar a produtividade e a renda dos produtores.
A pauta incluiu ainda a divulgação de eventos do calendário do setor, como a Abertura Oficial da Colheita de Tabaco, prevista para 6 de novembro, e as atividades alusivas ao Dia Mundial do Produtor de Tabaco. Outro tema tratado foi o processo de negociação dos preços pagos aos produtores, com previsão de início e conclusão das tratativas no começo de novembro.